Horário eleitoral gratuito entra no ar nesta sexta-feira
O horário eleitoral gratuito para 2026 começa nesta sexta (28) com regras que definem tempos desiguais. Lula lidera, enquanto Zema fica de fora.

O horário eleitoral gratuito entra no ar a partir desta sexta-feira (28) e movimenta a disputa pelo primeiro turno das eleições de 2026. Os candidatos terão até o dia 1º de outubro para apresentar suas propostas na TV e no rádio. A veiculação ocorre de segunda a sábado, em dois blocos diários que somam 25 minutos totais. Fora esses blocos principais, as emissoras distribuem inserções de 30 e 60 segundos pela programação. Esses intervalos curtos aparecem entre 5h e meia-noite e totalizam 70 minutos diários por canal.
Grade detalhada por cargo
A divisão dos blocos obedece a um calendário específico para cada disputa. Os candidatos a presidente e a deputado federal têm seus espaços reservados para terças, quintas e sábados. Por outro lado, os postulantes a governador, senador e deputado estadual utilizam as segundas, quartas e sextas-feiras. Os horários variam entre a manhã e o início da noite para alcançar diferentes audiências.
O rádio transmite os programas às 7h e ao meio-dia, enquanto a televisão exibe os blocos às 13h e novamente às 20h30. Para a presidência, por exemplo, o público pode acompanhar as falas nos dois períodos, com duração de 12 minutos e 30 segundos cada. Já os candidatos a governador dispõem de 10 minutos por bloco, sempre nos dias alternados. Além disso, os postulantes ao Senado e às assembleias estaduais dividem os primeiros minutos da grade, completando a programação diária.
Como funciona a distribuição do tempo
A duração de cada candidato dentro desses blocos não segue um critério uniforme. A legislação eleitoral reserva 90% do tempo total para divisão proporcional ao número de deputados federais eleitos em 2022. A lei reparte os 10% restantes igualmente entre as legendas que cumprem a cláusula de desempenho. Essa regra exige um mínimo de votos ou de representantes na Câmara para acessar o Fundo Partidário. Na prática, essa fórmula concentra a maior parte da propaganda em poucos nomes.
Os tempos projetados para os presidenciáveis
As projeções mais recentes, com base nas coligações já fechadas, apontam diferenças expressivas entre os postulantes. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve liderar com cerca de 5 minutos e 32 segundos por bloco. Flávio Bolsonaro (PL) aparece logo atrás, com aproximadamente 4 minutos e 18 segundos de exposição. Ronaldo Caiado (PSD) ocupa a terceira posição, com 2 minutos e 2 segundos para suas falas. Augusto Cury (Avante) também garante um pequeno espaço, com pouco mais de 30 segundos.
Porém, nomes como Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) ficam completamente fora da grade. Eles não atingiram os requisitos da cláusula de desempenho e, portanto, não terão tempo no rádio ou na TV. Ainda assim, esses candidatos podem seguir na disputa utilizando outros meios de campanha, como as redes sociais e os comícios.
Mudanças significativas no segundo turno
A lógica da distribuição proporcional se transforma radicalmente caso a eleição avance para o segundo turno. Os dois candidatos remanescentes passam a dispor exatamente do mesmo tempo de propaganda. Essa igualdade vale independentemente do tamanho das coligações ou do número de deputados que os apoiam. Dessa forma, a disputa se torna mais equilibrada na reta final da campanha, e o eleitor pode comparar as propostas em condições justas de visibilidade.
Leia também:
Links úteis
Participe do nosso grupo no WhatsApp












